Dia de sol ou noite de Lua... SEREI SEMPRE... Lua Vasconcellos
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Palavras da FILBER
De todas as vezes que a vida me fez chorar, essa, sem dúvidas é a que tem me sufocado mais. Talvez porque hoje eu já não seja mais a adolescente de alguns anos atrás, em que permitia que qualquer coisa pequena amenizasse o vazio que vez ououtra me acompanhava. Hoje eu vejo que viver não é uma brincadeira que deixamos pra lá quando estamos cansados, esgotados. Viver é muito mais. É ter que levantar pra trabalhar mesmo depois de uma noite de lágrimas. É fazer uma prova difícil, mesmo com a cabeça cheia de problemas, porque o professor simplesmente não vai entender seus dias de lutas.
Acho que de todos os males desse século, o que mais tem me atingido é a solidão. Uma solidão infindável por tudo que fui, por tudo que tive. Uma solidão por ter que “da conta do recado”, quando a vontade é de parar dentro de casa e dá um tempo pra tudo. Solidão pelas responsabilidades que estão diante de mim, tendo que muitas vezes, engolir o choro para não demonstrar fraqueza.
Dói também descobrir o verdadeiro sentido da palavra decepção. Antes decepção pra mim era o meu aniversário esquecido por alguma amiga. Era um não de algum “moçinho” bacana. As flores não recebidas. O “não” da minha mãe quando toda expectativa era o sim. Hoje o que me decepciona é ver amigos mentindo olhando em meus olhos. É saber que nessa vida muitas vezes predomina o interesse próprio, o egoísmo, a mentira e hipocrisia... Dói, ainda, a luta pelo desapego, ter que mudar a vida por imposição do destino, ou por reflexo das próprias escolhas.
Hoje o que me resta dizer é preciso de um tempo. O nascer do dia, e o cair da tarde trazem uma melancolia inexplicável! Vou cuidar de mim, da minha saúde psicológica, para que o final não seja ainda mais trágico. Não é piegas, apenas desabafo de quem não sabe lidar muito bem com perdas, tristezas, decepção. É apenas uma explicação sobre os dias nublados que tenho vivido.
Uma viagem? Um novo curso? Novos amigos? Acho que não... Melhor mesmo é reconhecer que daqui pra frente precisarei mais de força do que qualquer outra coisa. É entender que poucas são as pessoas em que posso contar. É lutar pra me recompor porque tenho pessoas à minha volta que precisam do meu brilho. É retirar do “adeus” e de cada despedida a força para me reencontrar... (Adrianne Filber)
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